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CEEAC/Pirataria Marítima/Golfo da Guiné

Gabão: CEEAC debate Covid-19 e pirataria marítima no Golfo da Guiné

Navio patrulha português NRP Zaire, que desde 2018 está em São Tomé e Príncipe para apoiar a guarda costeira na fiscalização  do Golfo a Guiné.
Navio patrulha português NRP Zaire, que desde 2018 está em São Tomé e Príncipe para apoiar a guarda costeira na fiscalização do Golfo a Guiné. © Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe/Telanon
Texto por: Maximino Carlos
5 min

A CEEAC - Comunidade Económica dos Estados da África Central - reúne-se esta sexta-feira, 27 de novembro, em Libreville, capital do Gabão para entre outros, debater a pandemia da Covid-19 e a pirataria marítima no Golfo da Guiné, crime perpetrado a 13 de novembro nas águas territoriais de São Tomé e Príncipe.

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Jorge Bom Jesus, primeiro-ministro saotomense representa o chefe de Estado Evaristo Carvalho na cimeira da CEEAC - Comunidade Económica dos Estados da África Central- que decorre em Libreville - Gabão, também na presença, entre outros, do Presidente João Lourenço de Angola, país que neste momento preside a Comissão Económica desta organização. 

Covid-19 e pirataria marítima no Golfo da Guiné, constituem os  principais temas desta XVIII cimeira da CEEAC, para além dos planos de acção para o próximo ano e o estratégico para o quinquénio 2021-2025, apresentado pelo presidente da comissão da organização, o angolano Gilberto Veríssimo.

Nesta cimeira São Tomé e Principe, vai  defender uma acção concertada nestes dois domínios.

O golfo da Guiné, região onde se situa São Tomé e Principe, rico em  hidrocarbonetos, tem sido palco de ataques de piratas do mar.  

A 13 de novembro piratas atacaram na Zona Económica Exclusiva - ZEE - de São Tomé e Principe, o navio mercante “Zhen Hua 7" e raptaram 14 dos 27 tripulantes de nacionalidade chinesa, que ainda se encontram em parte incerta, segundo uma nota emitida pelo adido de defesa da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe. 

Os outros foram salvos pelo navio NRP"Zaire", navio patrulha da marinha de guerra portuguesa, que desde 2018 apoia a guarda costeira saotomense em termos de capacitação e na fiscalização da ZEE do arquipélago.

Nesta  operação o navio Zaire foi apoiado por uma fragata italiana, que recolheu um dos tripulantes feridos por bala, posteriormente transportado para o hospital Ayres de Menezes em São Tomé e por um navio patrulha oceânica espanhol.

Em 2020 mais de 100 tripulantes foram raptados no Golfo da Guiné.

Hamilton Sousa primeiro tenente da guarda costeira saotomense, num recente briefing ao primeiro-ministro e altas chefias militares, disse que a sua institução não dispõe de nenhuma informação sobre o paradeiro dos tripulantes raptados e por isso, frisou que é preciso dotar a guarda costeira de meios técnicos mais eficientes.   

A guarda costeira saotomense considera que o assunto é muito sério e que medidas conjuntas devem ser adoptadas, para combater a prirataria maritima.

Nesta XVIII cimeira da CEEAC a presidência rotativa e por um ano da organização passou do Presidente gabonês Ali Bongo, para o chefe de Estado congolês Dennis Sassou Nguessou.

Fazem parte da CEEAC criada em 1981: Angola, Burundi, Camarões, República Centro Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Gabão, Ruanda, São Tomé e Príncipe e Chade.

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