São Tomé e Príncipe

Diáspora são-tomense é abrangida pelo recenseamento visando as presidenciais

Procura-se este ano inquilino para o Palácio presidencial de São Tomé e Príncipe.
Procura-se este ano inquilino para o Palácio presidencial de São Tomé e Príncipe. Domínio público

As eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe dever-se-iam realizar em Julho. Desta feita a diáspora também é abrangida. O recenseamento, em curso no arquipélago equatorial, também decorre, pois, nos países de acolhimento. É o caso da França onde o consulado honorário de Marselha propõe que se efectue o recenseamento através da sua página na internet.

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No site

https://www.sao-tome.st/

é possível efectuar o recenseamento online.

Para o efeito os cidadãos são-tomenses, na posse de passaporte ou bilhete de identidade, podem exercer o seu direito de voto a partir do respectivo país de residência.

Este dispositivo foi garantido no âmbito da Lei n° 11/80 artigo 9° de 26 de Novembro de 2020 que estipula que « Os cidadãos são-tomenses que residam no estrangeiro gozam de capacidade eleitoral activa exercendo o respectivo direito de sufrágio junto da respectiva representação diplomática da República Democrática de São Tomé e Príncipe

As próximas eleições presidenciais estão agendadas para Julho de 2021.

A Comissão eleitoral nacional deu, pois, início à actualização dos cadernos eleitorais, processo que deve ficar encerrado em Maio, tendo como principal alvo os eleitores que acabam de completar 18 anos.

Em território nacional o recenseamento eleitoral de raíz de 2017 permitiu recensear 91 167 eleitores no arquipélago.

Jean-Pierre Bensaïd, cônsul honorário de São Tomé e Príncipe em Marselha relata como deve decorrer o processo de recenseamento visando recensear o maior número possível de eleitores.

"É um processo muito simples. (...), na primeira página tem o formulário para preencher directamente, depois mandar por email a cópia do passaporte."

O representante consular do arquipélago equatorial naquela cidade do sul da França alega que este processo deve decorrer ao longo de "duas semanas, depois temos que dar as listas à Comissão eleitoral nacional, no país, e ao Ministério dos negócios estrangeiros para preparar as eleições em condições óptimas com a participação" dos eleitores que se encontram fora do país.

Jean-Pierre Bensaïd, cônsul honorário de São Tomé e Príncipe em Marselha, França

Evaristo Carvalho é o chefe de Estado cessante. Ele está ligado à ADI, Acção democrática independente, maior força da oposição são-tomense, e tomou posse a 3 de Setembro de 2016 para o cargo de presidente da república para um primeiro mandato.

 

 

 

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