São Tomé e Príncipe/Eleição Presidencial 2021

São Tomé e Príncipe: 4 candidatos presidenciais independentes desafiam MLSTP-PSD

Apesar da ameaça de sanções 4 outros militantes do MLSTP-PSD poderão apresentar candidaturas às eleições presidenciais de julho, além do candidato oficial do partido Guilherme Posser da Costa. Palácio Presidencial, na capital São Tomé.
Apesar da ameaça de sanções 4 outros militantes do MLSTP-PSD poderão apresentar candidaturas às eleições presidenciais de julho, além do candidato oficial do partido Guilherme Posser da Costa. Palácio Presidencial, na capital São Tomé. RFI / Liliana Henriques

Apesar da ameaça de sanções, pelo menos quatro figuras de proa do MLSTP-PSD vão apresentar candidaturas independentes para a eleição presidencial de julho próximo, apesar do Conselho Nacional do partido ter eleito como candidato oficial o jurista e antigo primeiro-ministro Guilherme Posser da Costa.

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Algumas figuras de proa do MLSTP-PSD, o partido do primeiro-ministro Jorge Bem Jesus, decidiram avançar para as eleições presidenciais de julho 2021, apesar da decisão do Conselho Nacional do partido que elegeu a 20 de março Guilherme Posser da Costa como candidato oficial, jurista, antigo presidente do MLSTP, que em 2005 sucedeu a Manuel Pinto da Costa, primeiro-ministro entre 1999 e 2001, nomeado três vezes chefe da diplomacia santomense.

Ainda antes da votação, o MLSTP-PSD advertiu sancionar com despedimentos dos respectivos cargos na administração públicos militantes que violarem a decisão da comissão política e do Conselho Nacional do partido.

Elsa Pinto (ex-chefe da diplomacia santomense e vice-presidente do MLSTP) e Jorge Amado (ex-presidente do MLSTP vão concorrer à presidência como candidatos independentes, apesar da escolha de Guilherme Posser da Costa pelo MLSTP-PSD e a mesma posição terão Maria das Neves (ex primeira-ministra, que em 2016 concorreu às presidencais pelo MLSTP) e Victor Monteiro (coronel do exército na reserva, anunciou em novembro de 2020 que seria candidato independente) ambos militantes do referido partido.

A direcção do MLSTP-PSD já avisou que os militantes que concorrerem como independentes assumirão as suas responsabilidades, apesar da eleição ser unipessoal e serão objecto de sanções disciplinares de acordo com os estatutos do partido.

Pretende-se, segundo uma fonte do MLSTP-PSD, evitar que haja dispersão e desperdício de votos, que possam prejudicar o MLSTP-PSD.

Aguardam-se os pronunciamentos de candidatos dos outros partidos e da sociedade civil, para as eleições presidenciais agendadas para julho próximo, mas ainda sem data marcada.

Maximino Carlos, correspondente em São Tomé 24/03/2021

 

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