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São Tomé: Três inspectores da PJ em prisão preventiva

Vista parcial do hospital Dr. Ayres de Menezes em São Tmé, que vai passar a ter segurança privada, após a morte a 21 de Setembro de um enfermeiro, agredido no seu local de trabalho.
Vista parcial do hospital Dr. Ayres de Menezes em São Tmé, que vai passar a ter segurança privada, após a morte a 21 de Setembro de um enfermeiro, agredido no seu local de trabalho. © Telanon

Três agentes da  Polícia Judiciária são-tomense foram colocados em prisão preventiva por suspeita da morte de Nelson Rita. O jovem de 23 anos faleceu no hospital de São Tomé em circunstâncias por esclarecer depois de se sentir mal na cela da PJ. A morte já levou à demissão de Lázaro Afonso.

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A juíza do Tribunal de Primeira Instância, Liudimila Tavares, decidiu colocar em prisão preventiva três inspectores da Polícia Judiciária acusados de estarem implicados na morte de Nelson Rita. Outros cinco inspectores ficaram em prisão domiciliária e um nono envolvido fica sob termo de identidade e residência.

Nelson Rita, 23 anos, faleceu no dia 26 de Março no hospital de São Tomé, em circunstâncias ainda por esclarecer, depois de se sentir mal na cela da Polícia Judiciária. De acordo com a autópsia, o jovem teria falecido vítima de um traumatismo craniano.

Nelson Rita foi detido depois de ter agredido a ex-companheira com vários golpes de catana, a vítima ainda se encontra internada no hospital.

Um dos advogados de defesa dos nove agentes, Nilson Cruz, fala num processo “instruído de uma forma estranha, uma vez que não houve flagrante delito”, acrescentando que “em 24 horas os 9 agentes foram constituídos arguidos”.

A morte de Nelson Rita já provocou a demissão do director dos serviços prisionais e de reinserção social, Lázaro Afonso.

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