Visita

Umaro Sissoco Embaló inicia hoje visita a São Tomé e Princípe

Umaro Sissoco Embalo, presidente da Guiné-Bissau, vai hoje começar uma visite de três dias a São Tomé e Príncipe.
Umaro Sissoco Embalo, presidente da Guiné-Bissau, vai hoje começar uma visite de três dias a São Tomé e Príncipe. SEYLLOU / AFP

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, iniciou hoje uma visita de três dias a São Tomé Principe. Para além dos encontros oficiais com os titulares de  órgãos  de  soberania, o governante guineense visitará alguns locais históricos e turísticos do país.

Publicidade

É  a  primeira visita de um chefe de Estado guinense nos últimos 20 anos a São Tomé e Príncipe.Os  últimos estadistas guineenses que visitaram São Tomé e Príncipe, foram Kumba Yala e Luís Cabral nos anos 80.

Na agenda do presidente da Guiné Bissua estão encontros com alguns titulares de órgãos de soberania, nomeadamente, com Evaristo do Espírito Santo Carvalho, Presidente da República, assim como o presidente da Assembleia Nacional e o primeiro-ministro.

Umaro Sissoco Embaló vai ainda encontrar-se com a diáspora guineense instalada em São Tomé.

O Presidente guineense respondeu a um convite do seu homólogo santomense, que recentemente efectuou uma visita de dois dias à  Guiné Bissau.

Na ocasião foram assinados dois acordos bilaterias: um  de supressão de vistos nos passaportes ordinários e outro de geminação entre a Ilha do Príncipe e o arquipélago de Bijagos.

Antes de de deslocar a São Tomé e Príncipe, Umaro Sissoco Embalo falou sobre a polémica à volta dos passaportes diplomáticos da Guiné-Bissau.

Segundo o jornal "Libération", aqueles documentos estariam a ser comercializados por 200 mil euros em Paris por uma rede que envolve cidadãos do Mali.

O Presidente guineense disse que é preciso compreender bem o que escreveu o jornal francês e que este assunto está a ser politizado "com má-fé".

De acordo com Sissoco Embaló, o "Liberation" deixou bem claro que é um caso ocorrido no passado e a acontecer estaria relacionado com cidadãos do Mali.

No entanto, o governante guineense tem dúvidas de que um passaporte diplomático de qualquer país possa custar 200 mil euros.

Seja como for, o Presidente guineense afirmou que é por estas e outras razões que as novas autoridades guineenses, com ele na testa, decidiram mudar a gama dos passaportes do país.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI