São Tomé e Príncipe

Data de 5 de Setembro para a 2ª volta das presidenciais são-tomenses gera debate

Palácio Presidencial de São Tomé e Príncipe
Palácio Presidencial de São Tomé e Príncipe RFI / Liliana Henriques

O parlamento são-tomense aprovou ontem a data de 5 de Setembro para a realização da segunda volta das presidenciais, ou seja dois dias depois do fim oficial do mandato do presidente cessante Evaristo de Carvalho, no próximo dia 3 de Setembro. Uma decisão que não tem deixado de gerar debate no seio da classe política são-tomense.

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A "lei excepcional" estabelecendo a data de 5 de Setembro para a segunda volta das presidenciais foi aprovada ontem com 28 votos a favor, 23 dos quais da bancada parlamentar do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP/PSD) e 5 da coligação PCD/MDFM/UDD,  partidos que sustentam o Governo de Jorge Bom Jesus. Do outro lado do xadrez político expressaram-se 24 votos contra, 23 dos quais por parte da Acção Democrática Independente (ADI) que preconizava a data de 29 de Agosto para a segunda volta, conforme propunha a Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

Ao defender a escolha do dia 5 de Setembro, Danilo Santos, líder parlamentar do MLSTP-PSD recordou que no caso de se aprovar a data proposta pela CEN, o dia 29 de Agosto, a lei impunha que a campanha eleitoral tivesse início nesta quarta-feira. "A lei deve ser cumprida e nós, fazedores da lei, não podemos ser os primeiros a violá-la", preconizou Danilo Santos.

Para Abnilde Oliveira, líder da bancada da ADI, as condicionantes apresentadas pelos outros partidos “não existem”, este responsável considerando que a segunda volta deve realizar-se o mais rapidamente possível. "Só cabe à Comissão Eleitoral Nacional apresentar um novo calendário. Logo eu não sei onde é que os deputados do MLSTP vão buscar as 'questões de condicionantes'. As condicionantes não existem! O povo quer eleições a 29 de Agosto!", argumentou.

A coligação PCD/MDFM/UDD, através do seu líder parlamentar Danilson Cotú, defendeu que o 5 de Setembro é uma data aceitável para permitir que a Comissão  Eleitoral Nacional se organize melhor. "Eu creio que a data de 5 de Setembro não atropela em momento algum aquilo que é o desiderato popular, para dar à Comissão Eleitoral um tempo útil para que faça um trabalho sério", considerou.

De recordar que a primeira volta das presidenciais foi realizada no passado dia 18 de Julho, com os candidatos Carlos Vila Nova, apoiado pelo ADI, e Guilherme Posser da Costa, apoiado pelo MLSTP/PSD a passarem para a segunda volta. De acordo com o calendário inicial, esta nova votação estava agendada para o dia 8 de Agosto, mas depois de o terceiro classificado e presidente do parlamento, Delfim Neves, contestar o resultado da primeira volta, o processo eleitoral acabou por registar alguns atrasos.

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