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Brasil-Mundo

Educadora paulista cria projeto de apoio educacional a famílias brasileiras em Portugal

Áudio 03:06
O projeto "Casa Pitanga" é desenvolvido pela educadora e pedagoga paulista Paula Cury, em Lisboa.
O projeto "Casa Pitanga" é desenvolvido pela educadora e pedagoga paulista Paula Cury, em Lisboa. © Luciana Quaresma/RFI
Por: Luciana Quaresma
7 min

Potencializar o convívio e as trocas trazendo novas ferramentas para educar e fortalecer a capacidade de famílias e profissionais. Este é um dos principais fundamentos do projeto “Casa Pitanga”, realizado na capital portuguesa. 

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Luciana Quaresma, correspondente da RFI em Lisboa

O projeto desenvolvido pela educadora e pedagoga paulista Paula Cury nasceu de um coletivo criado há dois anos, com o objetivo de falar sobre educação, autodesenvolvimento e de dar apoio a mães e pais brasileiros que vêm morar em Portugal através de cursos, vivências e atividades sobre educação, arte, cultura e bem-estar.

“A gente oferece três territórios de serviço: um, onde o foco é a educação e onde estão vários temas relacionados à educação tanto para famílias como para educadores. O outro território é o de arte e cultura e temos vários cursos referentes à este tema como canto e dança contemporânea. O terceiro território que é o do bem-estar, onde oferecemos situações, cursos e encontros para se autoconhecer e se autodesenvolver", explica.

Antes da “Casa Pitanga” ser criada, o projeto já existia. As famílias se reuniam em áreas verdes ou em locais públicos em Lisboa, uma vez por semana. Agora o projeto tem o próprio espaço de convivência e é desenvolvido na casa da fundadora e do marido, o músico carioca Bernardo Lobo. "A forma de acolher é dentro de uma casa, um espaço aconchegante onde as pessoas possam se sentir bem e criar vínculos. Isso acaba por atrair quem está procurando ter mais apoio aqui em Lisboa”, comenta.

Mentoria parental

O espaço também visa apoiar famílias brasileiras que chegam em Portugal ou que já moram no país, mas precisam de um ajuda na área da educação e até mesmo para escolher a melhor escola para os filhos. “É um serviço que a gente chama de mentoria parental, que serve não só para ajudar a pensar na escola, mas também outro temas, como por exemplo, estabelecer limites à criança. O trabalho consiste em uma hora de atendimento, no início, e vamos evoluindo diante da necessidade de cada família. O objetivo é entender em qual escola estudavam no Brasil, conhecer o perfil da criança, apresentar o leque das os estabelecimentos de ensino aqui e outras coisas que os pais queiram saber sobre a cultura dentro das escolas em Portugal”, explica a educadora.

A pedagoga trabalhou em salas de aulas por quase 30 anos e teve como inspiração um antigo projeto familiar, em São Paulo. Segundo a educadora, a “Casa Pitanga” é uma evolução no sentido de construir um ponto de encontro para o desenvolvimento de pais, educadores e adultos interessados em seu autodesenvolvimento. Ela lembra que "pitanga" significa criança em tupi-guarani, e a união com "casa" fez todo o sentido para a criadora do projeto. "As duas palavras juntas, inspiram o convívio do rural com o urbano, do natural com o contemporâneo, sustentabilidade com beleza. São essas sensações que desejamos despertar nas pessoas”, explica.

Paula defende que é preciso se educar para ser pai ou mãe e que se preparar para uma evolução própria é fundamental para a criação de um mundo mais consciente e feliz.“Ajudamos na busca pelo bem-estar para educar melhor e apoio emocional para o autoconhecimento. Acreditamos que as pessoas podem ser melhores educadores de si mesmos e dos outros, criando um mundo onde a educação seja fonte de consciência e de sabedoria”, finaliza.

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